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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ibama autoriza a operação do parque eólico mais meridional do Brasil

Simbiota iniciou o monitoramento do meio biótico e carcaças utilizando os biocães da Faro Simbiota .


Porto Alegre (03/12/2014) – O presidente do Ibama, Volney Zanardi Júnior, assinou na segunda-feira (01) a licença de operação do Parque Eólico Minuano, localizado nos municípios de Santa Vitória do Palmar e Chuí, no Rio Grande do Sul.

A unidade conta com 23 aerogeradores, compostos por torres de 78 m de altura e rotor com 97 m de diâmetro, com capacidade de geração de 46 megawatts (MW). Trata-se do parque eólico mais meridional do Brasil, contando com aerogerador localizado a apenas 650 m do extremo sul do país, junto ao Uruguai.

O parque integra o Complexo Eólico Campos Neutrais, da Eletrosul, considerado o maior da América Latina, composto por diversos parques licenciados pelo órgão estadual de meio ambiente (FEPAM), com potência total instalada de 583 MW, suficiente para atender ao consumo de 3,3 milhões de habitantes.

Previamente à implantação do empreendimento, foi executado amplo diagnóstico ambiental, o qual embasou os programas de controle e monitoramento executados durante sua instalação. Por estar inserido em área que conta com espécies ameaçadas de anfíbios e peixes anuais, ações específicas de proteção para estes grupos foram adotadas, incluindo marcação e translocação de indivíduos e alteração da disposição de aerogeradores e acessos internos. Foi preservada a dinâmica hídrica da área, essencial para a manutenção do ecossistema local, sendo que toda a rede de energia interna ao parque, que o liga à subestação, é subterrânea, com cerca de 20 km de extensão.

O transporte do material destinado à construção dos acessos e das grandes estruturas que compõem as torres também não foi esquecido, inclusive, pelo fato de que o único acesso à área atravessa a Estação Ecológica do Taim. Em acordo com aquela unidade de conservação, foram doadas pelo empreendedor câmeras fotográficas, que possibilitarão a avaliação da efetividade das passagens de fauna já existentes sob a BR-471/RS, para avaliação dos atropelamentos no trecho antes e durante a instalação do parque.

Durante a operação do parque eólico, os programas ambientais propiciarão o monitoramento dos impactos às aves e aos morcegos, que incluirá o uso de cães farejadores especialmente treinados para localizar carcaças de animais que venham a colidir com as estruturas.

O licenciamento foi conduzido pelo Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ibama no Rio Grande do Sul, referência para a tipologia, orientado pela Coordenação de Energia Elétrica Nuclear e Dutos, da Diretoria de Licenciamento Ambiental.

Texto: Ibama/RS

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

FARO SIMBIOTA - você já viu um BIOCÃO em ação?

Foi inaugurada ontem a nova página da FARO Simbiota.

Treinando BIOCÃES desde fevereiro de 2009 e atuando em campo com monitoramento de carcaças em Parques Eólicos no sul do Brasil desde outubro de 2010, a FARO SIMBIOTA é uma iniciativa inédita no Brasil e tem como objetivo treinar BIOCÃES cuidadosamente selecionados para auxiliar atividades técnicas e científicas, aumentando ou mesmo possibilitando o sucesso de estudos ecológicos e o manejo de espécies nativas, bem como serviços ambientais especializados.

Em parceria inédita, a SIMBIOTA e a CÃO SENTINELA, aliaram competência e experiência e treinam para programas de pesquisa e conservação cães da mais alta linhagem de trabalho.

Visite nossa página e conheça o trabalho desses extraordinários animais e seus condutores.

Muitas novidades em breve tambem no BLOG da FARO Simbiota.

Thor (Labrador) - Biocão farejador de carcaças e morcegos pioneiro da FARO Simbiota

terça-feira, 12 de abril de 2011

Simbiota realiza trabalho pioneiro no Brasil com cães farejadores

Por Rozana Ellwanger



Há muito tempo o faro apurado dos cães tem sido usado pelo ser humano para os mais diversos fins, como em caçadas ou para facilitar o trabalho da polícia. A novidade, trazida ao Brasil pela Simbiota, é a utilização de cachorros treinados para dar mais precisão às suas atividades, na localização de carcaças de aves e morcegos em parques eólicos.

De acordo com a bióloga Mariana Faria-Corrêa, responsável técnica pelo trabalho, a Simbiota inspirou-se nas atividades realizadas por duas empresas portuguesas. “A finalidade do trabalho é localizar os animais mortos em virtude de um empreendimento, como linhas de transmissão ou aerogeradores em parques eólicos, monitorando antes da instalação dessas e depois, avaliando a real contribuição dessas estruturas para essas mortes”, explica a bióloga.

A empresa conta com dois cachorros da raça labrador, escolhida por ser obediente e ter ótimo faro, além de gostarem de trabalhar. O princípio é o mesmo utilizado com cães treinados pela polícia: os farejadores da Simbiota trabalham em dupla com um condutor também treinado para a localização de carcaças. Assim, o trabalho de técnico e cão se complementam.

No momento, a Simbiota conta com um labrador em plena atividade e outro ainda em treinamento. Eles são utilizados no trabalho em dois parques eólicos no Estado e a intenção é ampliar o número de cães conforme surjam novos empreendimentos eólicos ou linhas de transmissão. O treinamento é realizado por técnico/adestrador da empresa, além de contar outros adestradores profissionais.

Na Simbiota os animais são considerados parte da equipe de funcionários. Por isso, os farejadores têm acompanhamento veterinário periódico, recebem vacinas extras, alimentação especial e têm atividades dirigidas.

MAIOR PRECISÃO

Conforme levantamento feito por empresas estrangeiras que utilizam cães farejadores neste tipo de trabalho, o uso dos animais aumenta em muito a precisão do trabalho em campo. Os técnicos tendem a encontrar 10% das carcaças, enquanto no trabalho com cães esta porcentagem sobe para 95%. Os animais mostram-se mais eficientes do que o ser humano especialmente na localização de carcaças mais distantes dos aerogeradores.

A maior precisão no trabalho realizado com cães pode ser atribuída ao maior diâmetro interno do nariz canino, local onde ficam as células sensoriais olfativas. Estimativas apontam que os cachorros teriam mais de 220 milhões de células olfativas, enquanto nos humanos encontra-se apenas cerca de 5 milhões. Por isso, a sensibilidade olfativa dos cães é de 100 mil a 100 milhões de vezes maior que a do ser humano para algumas substâncias.

Na localização de animais os cães utilizam o olfato, enquanto os humanos utilizam-se basicamente da visão. Isso também contribui para a maior eficiência com o uso dos farejadores, pois dependendo das condições do terreno não é possível visualizar as carcaças. “Sendo assim, a união entre um cão bem treinado para a tarefa e um condutor experiente só vem a aperfeiçoar esse tipo de trabalho e a torná-lo mais eficaz”, resume Mariana.

Nos testes de eficiência realizados pela Simbiota, a dupla cão – condutor encontrou 100% das carcaças escondidas. Esta avaliação é feita periodicamente para verificar a eficiência do treinamento.

TREINAMENTO

O primeiro cão treinado pela Simbiota foi Thor, um macho da raça labrador retriever, hoje com dois anos. Filho do antigo cão farejador do Grupamento de Busca e Salvamento, da Brigada Militar e Corpo de Bombeiros de Porto Alegre, Thor começou a ser treinado para obediência já aos quatro meses de idade. Aos oito meses o animal foi adquirido pela Simbiota, que imediatamente iniciou o treinamento para farejar carcaças de aves e morcegos.

Para o treinamento, a empresa segue métodos consagrados, conforme orientações de treinadores e adestradores. Desde o início, as atividades são realizadas sempre pelo condutor/adestrador que atuará em campo com o animal, a fim de formar um forte laço entre ambos. O treinamento inclui pelo menos duas atividades por dia, como condicionamento físico, obediência, faro e simulações de campo, além de treinamentos em campo, de 24 horas, pelo menos uma vez por mês. No resto do tempo, eles ficam na Simbiota ou no canil, localizado no sítio de um dos técnicos.

Além de Thor, a Simbiota conta com a labradora Tara. Aos seis meses de idade, a cadela já está em treinamento, tendo inclusive acompanhado algumas saídas de campo. “O vínculo entre técnico e cão foi criado desde pequenos. Os cães respeitam os tratadores e esperam ansiosos a hora do treinamento, que é uma brincadeira pra eles”, explica Mariana.