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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

No mês de dezembro a pegada é de uma lontra (Lontra longicaudis)

Foto: Cristiano Silveira
A lontra (Lontra longicaudis) é um carnívoro pertencente à família Mustelidae, apresenta hábitos semiaquáticos e possui ampla distribuição geográfica, ocorrendo no México, América Central e América do Sul, até o norte da Argentina (Cheida et al., 2006). No Brasil, em função de apresentar adaptações morfológicas, fisiológicas e comportamentais para vida em hábitats aquáticos, não ocorre nas porções mais áridas da região nordeste (Fonseca et al., 1994). 

Esta espécie possui corpo alongado (até 1,20m) e seu peso varia de 5 a 14 quilos, tem pelos curtos e densos, coloração marrom escura e mais clara na garganta. Os membros locomotores com membranas interdigitais e cauda achatada na extremidade confere a lontra uma ampla adaptabilidade à vida semiaquática. 

De hábitos noturnos e diurnos, pode viver solitária ou em pares (Silva, 1994; Emmons, 1990) e marca seu território depositando fezes e muco das glândulas anais em rochas, troncos e barrancos. Abriga-se em tocas cavadas às margens de rios, por vezes formando galerias no seu interior. Alimenta-se principalmente de peixes, crustáceos e moluscos e, ocasionalmente, aves, pequenos mamíferos, anfíbios e insetos (Reis et al., 2006; Kasper et al., 2001).

Consegue nadar por grandes distâncias sem descansar em terra (Nakano-Oliveira et al., 2004). Se reproduz durante a primavera, com o período de gestação durando dois meses, podendo nascer até cinco filhotes (Silva, 1994; Eisemberg & Redford, 1999; Margarido & Braga, 2004).

Segundo a Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, é uma espécie quase ameaçada, tendo como principal causa desse status a redução das matas ciliares e a contaminação e uso de cursos d’água para mineração, navegação, esportes náuticos sem controle e construção de barragens para hidrelétricas. No passado a caça intensiva da espécie provocou reduções drásticas de sua população e levou à sua extinção em algumas regiões do país (Reis et al., 2006).

No Rio Grande do Sul a lontra é classificada como vulnerável, suas principais ameaças são a poluição das águas, a destruição da vegetação ripária e a alta densidade populacional humana. Entre as ações recomendadas para a preservação da espécie são: garantir a conservação das matas ciliares, recuperar as matas ribeirinhas, adotar medidas de proteção de cursos d’água (Indrusiak & Eizirik, 2003).
 
 
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Referências:

Cheida, C. C.; Nakano-Oliveira, E.; Fusco-Costa, R.; Rocha-Mendes, F.; Quadros, J. Ordem Carnívora. In: Reis, N. R.; Perachi, A. L.; Pedro, W. A.; Lima, I. P. (eds.). Mamíferos do Brasil. Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina. p. 257-258. 2006.

Eisemberg, J. F.; Redford, K. H. Mammals of the neotropics: the central neotropics (Ecuador, Peru, Bolivia, Brazil). V. 3. Chicago and London: The University of Chicago Press, 1999, 609 p.

Emmons, L. H. Neotropical rainforest mammals: a field guide. The University of Chicago Press. Chicago and London. 1990. 281 p. 

Fonseca, T. C.; Almeida, J. E.; and Okamoto, F. 1994. Le programme d'amelioration du mûrier dans L'état de São Paulo au Bresil. Sericologia, La Mulatiére, 34(4):727-733.

Indrusiak, C. & Eizirik, E. 2003. Carnívoros. In: Fontana, C.S.; Bencke, G. A.; Reis, R.E. Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003, p. 507 - 534.

Kasper, C.B.; Grillo, H. C. Z.; Feldens, M. J. 2001. Dados Prelimitares Sobre A Dieta de Lontra Longicaudis (carnívora: mustelidae) no Arroio Forquetinha, Lajeado, RS. In: I Congresso Brasileiro de Mastozoologia, Porto Alegre.

Margarido, T. C.; Braga, F. G. Mamíferos p. 25-142. In: Mikich, S. B.; Bérnils, R. S. (Eds.). Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná. Curitiba: Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná, 2004, 763 p.

Nakano-Oliveira, E. Fusco, R., Santos, E.A.V., Monteiro Filho, E.L.A.2004. New infomation about the behavior of Lontra longicaudis (CARNIVORA: MUSTELIDAE) by radio-relemetry. IUCN Otter Spec. Group Bull. 21(1).

Reis, N. R.; Perachi, A. L.; Pedro, W. A.; Lima, I. P. (eds.). Mamíferos do Brasil. Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina. 2006.

Silva, F. Mamíferos silvestres do Rio Grande do Sul. Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. 1994. 246 p.

Pegadas adaptadas com base em:

Becker, M. & Dalponte, J.C. 2013. Rastros de mamíferos silvestres brasileiros: um guia de campo. 3ª ed. Technical Books: Rio de Janeiro, 166p.

Instituto Ambiental do Paraná, 2008. 70p.: 112 ilust. Manual de Rastros da Fauna Paranaense./Rodrigo F. Moro-Rios, José E. Silva-Pereira, Patrícia W. e Silva, Mauro de Moura-Britto e Dennis Nogarolli Marques Patrocínio, elaboração.

Manual de identificação, prevenção e controle de predação por carnívoros / Maria Renata Pereira Leite Pitman. [et al.]. Brasília: Edições IBAMA, 2002. 83 p.

http://inorganico.blogspot.com.br/2012/04/guias-de-pegadas-de-mamiferos.html

Identificando mamíferos da Floresta de transição Amazônia-Cerrado: Série Boas Práticas v.7. Responsável técnico: Oswaldo Carvalho Jr. 2012.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

No mês de outubro a pegada é de um puma (Puma concolor)


Pegada de P. concolor - Parque Estadual de Itapuã (Viamão/RS)
Mariana Faria-Corrêa, 2003
 

O puma (Puma concolor) é o felídeo de maior distribuição no continente americano, ocorrendo do Canadá até a Patagônia e desde o nível do mar até 5.000 metros de altitude (OLIVEIRA & CASSARO 2005). Está presente em todos os biomas brasileiros (Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e Campos Sulinos) e possui adaptação a diversos tipos de ambientes e climas (CÂMARA & MURTA 2003; MIRANDA 2003; OLIVEIRA & CASSARO 2005).

O puma é a segunda maior espécie de felídeo no Brasil, com comprimento total variando de 155,4 a 169,9 cm e peso de 22,0 a 70,0 kg. Quando adulto, possui pelagem uniforme em tons de bege que variam entre o areia, palha, cinza e vermelho, sem malhas. Já os filhotes possuem manchas pardas ou cinzentas sobre o fundo bege, que desaparecem até o primeiro ano de vida (INDRUSIAK & EIZIRIK 2003).

Possui hábitos solitários e terrestres, com atividade predominantemente noturna. Em geral, a dieta apresenta grande plasticidade, incluindo desde aves e répteis, até tatus, lebres, pacas e pequenos roedores (EMMONS 1990, OLIVEIRA 1994). Suas presas tendem a ser menores e mais variadas em áreas tropicais (IRIARTE et al. 1990). Quando não consome a carcaça toda de uma vez, cobre-a com folhas e terra, retornando repetidas vezes ao local para alimentar-se (IHERING 1911).

A caça e a alteração de seus habitats, com consequente redução de disponibilidade de presas, são as principais ameaças à sobrevivência do puma (INDRUSIAK & EIZIRIK 2003). A espécie está na lista de ameaçados do Rio Grande do Sul, na categoria “em perigo” (INDRUSIAK & EIZIRIK 2003); criticamente em perigo nos estados de Minas Gerais (MACHADO et al. 1998) e Espírito Santo (ESPÍRITO SANTO 2005), vulnerável no Paraná (MARGARIDO & BRAGA 2004), em São Paulo (SÃO PAULO 1998), Rio de Janeiro (BERGALO et al. 2000) e na lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (MACHADO et al. 2005).


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Referências:

BERGALO, H. G.; ROCHA, C. F. D.; ALVES, M. A. S.; VAN SLUYS, M. 2000. Afauna ameaçada de extinção do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: EdUERJ, 166 p. 

CÂMARA, T. & MURTA, R. 2003. Mamíferos da Serra do Cipó. Belo Horizonte: Editora PUC Minas/Museu de Ciências Naturais, 129 p. 

EMMONS, L. H. 1990. Neotropical rainforest mammals: a field guide. 2nd ed. The University of Chicago Press. Chicago & London. 

ESPÍRITO SANTO. 2005. Diário Oficial – Vitória, 16 de junho de 2005. 

IHERING H. 1911. Os mamíferos do Brazil meridional. I Contribuição: Carnivora. I Felidae; II Canidae; III Procyonidae; IV Canidae. Revista do Museu Paulista 8: 147-272. 

INDRUSIAK, C.; EIZIRIK, E. 2003. Carnívoros, In: Fontana, C.S.; Bencke, G. A.; Reis, R.E. Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003, p. 507 - 533. 

IRIARTE J.A., W.L. FRANKLIN, W.E. JOHNSON & K.H. REDFORD. 1990. Biogeographic variation of food habits and body size of the America puma. Oecologia 85: 185-190. 

MACHADO, A. B. M.; FONSECA, G. A. B.; MACHADO, R. B.; AGUIAR, L. M.; LINS, L. V. 1998. Livro vermelho das espécies ameaçadas de extinção da fauna de Minas Gerais. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas, 608 p. 

MACHADO, A. B. M.; MARTINS, C. S.; DRUMMOND, G. M. 2005. Lista da fauna brasileira ameaçada de extinção: incluindo as espécies quase ameaçadas e deficientes em dados. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas, 158 p. 

MARGARIDO, T. C. M. & BRAGA, F. G. 2004. Mamíferos. In: MIKICH, S. B.; BÉRNILS, R.S. (Eds.). Livro vermelho da fauna ameaçada no Estado do Paraná. Curitiba: Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná, 763 p. 

MIRANDA, E. E. 2003. Natureza, conservação e cultura: ensaios sobre a relação do homem com a natureza no Brasil. São Paulo: Metalivros, 180 p. 

OLIVEIRA, T. G. & CASSARO, K. 2005. Guia de campo dos felinos do Brasil. instituto Pró-carnívoros, Sociedade de Zoológicos do Brasil, Fundação Parque Zoológico de São Paulo, 80 p. 

OLIVEIRA, T. G. DE. 1994. Neotropical cats: ecology and conservation. EDUFMA, São Luís, Brazil. 

SÃO PAULO. 1998. Fauna ameaçada no Estado de São Paulo. Secretaria do Meio Ambiente: Governo do Estado de São Paulo, 56 p.

Pegadas adaptadas com base em: 

Becker, M. & Dalponte, J.C. 2013. Rastros de mamíferos silvestres brasileiros: um guia de campo. 3ª ed. Technical Books: Rio de Janeiro, 166p. 

Instituto Ambiental do Paraná, 2008. 70p.: 112 ilust. Manual de Rastros da Fauna Paranaense./Rodrigo F. Moro-Rios, José E. Silva-Pereira, Patrícia W. e Silva, Mauro de Moura-Britto e Dennis Nogarolli Marques Patrocínio, elaboração. 

Manual de identificação, prevenção e controle de predação por carnívoros / Maria Renata Pereira Leite Pitman. [et al.]. Brasília: Edições IBAMA, 2002. 83 p. 


Identificando mamíferos da Floresta de transição Amazônia-Cerrado: Série Boas Práticas v.7. Responsável técnico: Oswaldo Carvalho Jr. 2012.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

No mês de setembro a pegada é de uma capivara (Hydrochoerus hydrochaeris)




A capivara é a maior espécie de roedor atualmente vivo (Emmons, 1990), pertence à família Caviidae, podendo medir 1,30 m de comprimento e 0,50 a 0,60 m de altura. Pode pesar até 100 kg, porém seu peso médio é de 50 kg para as fêmeas e 60 kg para os machos (Deutsch & Puglia, 1988). A capivara ocorre na América Central e América do Sul, do Panamá ao Nordeste da Argentina (Emmons, 1990).

O nome genérico Hydrochoerus significa porco d’água (Mendes, 1986). A designação vulgar “capivara” é de origem tupi-guarani: caapi, capim, e uaára, comer, o que significa comedor de capim (Carvalho, 1969; Mendes, 1986).


A espécie tem hábito semiaquático e se alimenta principalmente de gramíneas e de vegetação aquática. Habitam os mais variados tipos de ambientes, desde matas ciliares a savanas sazonalmente inundáveis, a até 500 metros de distância da água (Oliveira & Bonvicino, 2006). Podem estar ativos em todos horários, sendo mais comum a atividade durante o crepúsculo. Graças à espessa camada de gordura a capivara é capaz de permanecer muitas horas dentro da água, mesmo em dias muito frios.

De acordo com Alho et al. (1987) as capivaras são animais sociais, vivendo em grupos. Os grupos de capivaras são territoriais, e o tamanho do território está correlacionado com o tamanho do grupo (Herrera & MacDonald, 1989). Através de interações agressivas entre os machos de capivaras é estabelecida a estrutura social, formada por um macho dominante, várias fêmeas, jovens e subadultos (Alho & Rondon, 1987).


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Referências:

ALHO, C.J.R. et al. Ecologia de capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris, Rodentia) do Pantanal: I, hábitats, densidades e tamanho de grupo. Revista Brasileira de Biologia, v.47, 1987.

ALHO, C.J.R.; RONDON, N.L. Habitats, population densities, and social structure of Capybaras (Hydrochaeris hydrochaeris, Rodentia) in the Pantanal, Brazil. Revista Brasileira de Zoologia, v.4, 1987.

CARVALHO, C. T. Dicionário dos mamíferos do Brasil. São Paulo: Fundação Parque Zoológico de São Paulo, 1969.

DEUTSCH, L. A; PUGLIA, L. R. Os animais silvestres: proteção, doenças e manejo. Rio de Janeiro: Globo, 1988.

EMMONS, L. H. Neotropical Rainforest Mammals - a field guide. Chicago: Chicago Press, 1990.

HERRERA, E.; MACDONALD, D. W. Resource utilization and territoriality in group-living capybaras (Hydrochoerus hydrochaeris). Journal of Animal Ecology, London, v. 58, 1989.

MENDES, B. V. Criação de animais nativos no semi-árido do nordeste brasileiro. In: CONGRESSO FLORESTAL BRASILEIRO, 11., 1986, Olinda. Anais... Olinda: Sociedade Brasileira de Silvicultura, 1986.

OLIVEIRA J.A.; BONVICINO C.R. Ordem Rodentia. In: Reis, N. R.; Perachi, A. L.; Pedro, W. A.; Lima, I. P. (eds.). Mamíferos do Brasil. Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina. p. 351-411. 2006.


Pegadas adaptadas com base em: 



Becker, M. & Dalponte, J.C. 2013. Rastros de mamíferos silvestres brasileiros: um guia de campo. 3ª ed. Technical Books: Rio de Janeiro, 166p. 

Instituto Ambiental do Paraná, 2008. 70p.: 112 ilust. Manual de Rastros da Fauna Paranaense./Rodrigo F. Moro-Rios, José E. Silva-Pereira, Patrícia W. e Silva, Mauro de Moura-Britto e Dennis Nogarolli Marques Patrocínio, elaboração. 

Manual de identificação, prevenção e controle de predação por carnívoros / Maria Renata Pereira Leite Pitman. [et al.]. Brasília: Edições IBAMA, 2002. 83 p. 


Identificando mamíferos da Floresta de transição Amazônia-Cerrado: Série Boas Práticas v.7. Responsável técnico: Oswaldo Carvalho Jr. 2012.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

No mês de agosto a pegada é de um mão-pelada (Procyon cancrivorus)

Raquel Rocha Santos (Jaguarão - RS, 2009)

Procyon cancrivorus (Cuvier, 1798), é um mamífero da Família Procyonidae de Ordem Carnívora, com ampla distribuição na América do Sul. Possui hábitos arborícolas e terrícolas, noturnos e crepusculares e é habitante de áreas arbustivas, preferencialmente próximas a cursos de água. É um bom nadador e tem vida solitária (Konecny, 1989; Silva, 1994; Emmons e Feer, 1997; Eisenberg e Redford, 1999; Indrusiak e Eizirik, 2003). Por utilizar áreas próximas a corpos d'água e apresentar pegada característica, é uma espécie de fácil constatação em campo, no entanto, de difícil avistamento (Reis et al. 2006).

Arquivo Simbiota (Jaguarão - RS, 2009)

Procyon cancrivorus é caracterizado por possuir uma máscara preta que se estende a partir dos olhos para a base da mandíbula. Sua cor é geralmente cinza escuro com manchas amarelas. Sua cauda é longa e peluda, com listras que formam anéis escuros, e sua cabeça é curta, as orelhas são semi-arredondadas e os olhos são redondos e pretos (Câmara & Murta, 2003; Reis et al., 2006). O nome popular "mão-pelada" refere-se às mãos desprovidas de pelos, que deixam pegadas semelhantes às mãos de uma criança (Silva, 1994).

Esta espécie é considerada um generalista e oportunista (Macdonald & Courtenay 1996, Gatti et al. 2006, Alexandrino et al. 2007), sendo classificada como onívora. Sua dieta inclui frutas, invertebrados e pequenos vertebrados (Nowak 1991, Emmons & Feer 1997, Gatti et al. 2006).

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Referências: 

ALEXANDRINO ER, MARTIN OS, BREJÃO G, PASCHOALETTO KM, FERRAZ MB, COUTO TZ (2007) Aves, mamíferos e peixes da bacia do rio Corumbataí, Estado de São Paulo: um diagnóstico em ambiente fragmentado. Anais do VIII Congresso de Ecologia do Brasil. Minas Gerais.


CÂMARA, T.; MURTA, R. Mamíferos da Serra do Cipó. Belo Horizonte: PUC, 2003.


EISENBERG, J. F. & REDFORD, K. H. 1999. Mammals of the neotropics, the central neotropics. Chicago, University of Chicago. v. 3, 609p.

EMMONS, L. & FEER, F. 1997. Neotropical rainforest mammals: a field guide. Chicago, University of Chicago. 307p. 

GATTI A, BIANCHI R, ROSA CRX, MENDES SL (2006) Diet of two sympatric carnivores, Cerdocyon thous and Procyon cancrivorus, in a restinga area of Espirito Santo State, Brazil. Journal of Tropical Ecolog y. 22: 227–230. 

INDRUSIAK, C. & EIZIRIK, E. 2003. Carnívoros. In: FONTANA, C. S.; BENCKE, G. A. & REIS, R. E. orgs. Livro vermelho da fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul. Porto Alegre, EDIPUCRS, 632p. 

KONECNY, M. J. 1989. Movement patterns and food habits of four sympatric carnivore species in Belize, Central America. In: Redford, K. & Eisenberg, J. F. eds. Advances in neotropical mammalogy. Gainesville, The Sandhill Crane. 614p.

MACDONALD DW, COURTENAY O (1996) Enduring social relationships in a population of crab-eating zorros, Cerdocyon thous, in Amazonian Brazil (Carnivora, Canidae). Journal of Zoolog y 239: 329-355.

NOWAR RM (1991) Walker´s mammals of the world. Vol II. London: The Johns Hopkins University Press.


REIS, N. R.; PERACCHI, A. L.; PEDRO, W. A.; LIMA, I. P. Mamíferos do Brasil. Londrina: Imprensa da UEL, 2006.



SILVA, F. 1994. Mamíferos silvestres - Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. 246p.

Pegadas adaptadas com base em: 

Becker, M. & Dalponte, J.C. 2013. Rastros de mamíferos silvestres brasileiros: um guia de campo. 3ª ed. Technical Books: Rio de Janeiro, 166p. 



Instituto Ambiental do Paraná, 2008. 70p.: 112 ilust. Manual de Rastros da Fauna Paranaense./Rodrigo F. Moro-Rios, José E. Silva-Pereira, Patrícia W. e Silva, Mauro de Moura-Britto e Dennis Nogarolli Marques Patrocínio, elaboração. 

Manual de identificação, prevenção e controle de predação por carnívoros / Maria Renata Pereira Leite Pitman. [et al.]. Brasília: Edições IBAMA, 2002. 83 p. 


Identificando mamíferos da Floresta de transição Amazônia-Cerrado: Série Boas Práticas v.7. Responsável técnico: Oswaldo Carvalho Jr. 2012.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Conferência Internacional sobre Passagem de Peixes

O biólogo Dr. Fábio Vilella, sócio da empresa Simbiota, participou da Conferência Internacional de Engenharia e Ecohidrologia para passagens de Peixes, realizada nos dias 25, 26 e 27 de junho na Universidade do Oregon, na cidade de Corvallis, USA.


O encontro tratou de importantes temas da área, contando com a presença de especialistas de diversas parte do mundo.

No dia 25/06 o biólogo Fábio apresentou pôster de trabalho realizado pela empresa Simbiota em parceria com o Biólogo Dr. Fernando Becker (Professor do Centro de Ecologia/UFRGS) e o biólogo Canadense Christopher Bunt da empresa Biotactic, que mantém parceria técnico científica com a Simbiota.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

No mês de julho a pegada é de um quati (Nasua nasua)


Quati (Nasua nasua) - Parque da Ferradura, Canela, RS (Foto Acervo Cristiano Silveira)

Quatis (Nasua nasua) são animais da família Procyonidae. São mamíferos terrestres com grande facilidade para escalar árvores, além de apresentarem uma estrutura social complexa em que os machos são solitários fora da estação reprodutiva e as fêmeas vivem em bandos com seus filhotes e jovens durante a maior parte do ano (Barros & Frenedozo, 2010). 

Os quatis são diurnos, escansoriais e onívoros, e podem ser considerados dispersores de sementes. Sua dieta inclui principalmente artrópodes, grande variedade de frutos, bromélias e eventualmente pequenos vertebrados. Já foi constatado também o consumo de outros mamíferos, necrofagia e, em áreas de utilização antrópica, lixo (Emmons 1990; Redford & Stearman 1993; Gompper 1995; Gompper & Decker 1998; Beisiegel 2001; Alves-Costa et al. 2004).

O quati Nasua nasua é membro da família Procyonidae, da ordem Carnívora (Whiteside, 2009). O corpo dos adultos mede 40 a 65 centímetros (cm) de comprimento e a cauda 42 a 55 cm. O peso varia de 2,7 a 10 kg (Teixeira & Ambrosio, 2007). É uma espécie exclusiva da América do Sul, exceto no Chile. 

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Referências: 



ALVES-COSTA CP, GAB FONSECA & C CHRISTÓFARO (2004) Variation in the diet of the brown-nosed coati (Nasua nasua) in Southeastern Brazil. Journal of Mammalogy 85: 478-482.



BARROS, D., & FREDOZO, R. 2010 Nov 5. Uso do habitat, estrutura social e aspectos básicos da etologia de um grupo de quatis (Nasua nasua Linnaeus, 1766) (Carnivora: Procyonidae) em uma área de Mata Atlântica, São Paulo, Brasil

BEISIEGEL BM (2001) Notes on the coati, Nasua nasua (Carnivora: Procyonidae) in an Atlantic forest area. Brazilian Journal of Biology 61: 689-692.



EMMONS LH (1990) Neotropical rainforest mammals: A field guide. University of Chicago Press. Chicago, USA.



GOMPPER, M.E. (1995) Nasua narica. Mammalian Species 487:1-10.

GOMPPER, M.E. and Decker, D. (1998) Nasua nasua. Mammalian Species 580:1-9.

REDFORD KH & A M STEARMAN (1993) Notas sobre la biologia de tres procyonidos simpatricos bolivianos (Mammalia: Procyonidae). Ecología en Bolivia (Brazil) 21: 35-44

TEIXEIRA, R. H. F.; AMBRÓSIO, S. R. Carnívora – Procyonidae (Quati, Mão-pelada, Jupará). In: CUBAS, Z. S., SILVA, J. C. R, CATÃO-DIAS, J. L. (Eds.) Tratado de Animais Selvagens – Medicina Veterinária. Roca: São Paulo, 2007. p. 571-583.

WHITESIDE, D. P. Nutrition and Behavior of Coatis and Raccoons. The Veterinary Clinics of North America. Exotic Animal Practice, Filadélfia, v.12, p.187–195, 2009.





Pegadas adaptadas com base em: 

Becker, M. & Dalponte, J.C. 2013. Rastros de mamíferos silvestres brasileiros: um guia de campo. 3ª ed. Technical Books: Rio de Janeiro, 166p.


Instituto Ambiental do Paraná, 2008. 70p.: 112 ilust. Manual de Rastros da Fauna Paranaense./Rodrigo F. Moro-Rios, José E. Silva-Pereira, Patrícia W. e Silva, Mauro de Moura-Britto e Dennis Nogarolli Marques Patrocínio, elaboração.



Manual de identificação, prevenção e controle de predação por carnívoros / Maria Renata Pereira Leite Pitman. [et al.]. Brasília: Edições IBAMA, 2002. 83 p.



Identificando mamíferos da Floresta de transição Amazônia-Cerrado: Série Boas Práticas v.7. Responsável técnico: Oswaldo Carvalho Jr. 2012.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

No mês de abril a pegada é de um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla)


Foto de Mariana Faria Corrêa - 25/01/2005

O tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) pertence a família Myrmecophagidae e ocorre ao longo de quase toda a América do Sul, a leste da Cordilheira dos Andes, da Venezuela ao norte da Argentina e Uruguai. No Brasil, a espécie está presente em praticamente todo o território nacional, ocorrendo nos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Campos Sulinos. Habita desde o interior de florestas a ambientes abertos (WETZEL, 1982). 

Possui porte médio, cauda semipreênsil e sem pelos longos, o corpo coberto por pelos curtos densos e grossos com uma coloração amarelada, apresenta um desenho semelhante a um colete preto (SILVA, 1994). Alimentam-se principalmente de formigas, cupins e abelhas, utilizando suas fortes garras para fazer buraco no cupinzeiro e com a língua captura os insetos (EMMONS & FEER, 1997, NOWAK, 1999).

De acordo com EISENBERG & REDFORD (1999), a gestação tem duração de aproximadamente 160 dias, originando apenas um filhote que é conduzido no dorso da mãe durante o forrageamento até a fase de sub-adulto. É um animal solitário com atividade tanto de dia quanto à noite (EMMONS & FEER, 1997). Podem abrigar-se em ocos de árvores e até em tocas abandonadas de tatus (EISENBERG & REDFORD, 1999).


Foto de Mariana Faria Corrêa - 28/06/2012

Tamandua tetradactyla é uma espécie considerada de menor preocupação (LC) globalmente (IUCN, 2012). No Rio Grande do Sul a espécie é considerada ameaçada de extinção na categoria vulnerável (OLIVEIRA & VILELLA, 2003).

Desde 1996 o Projeto THERIS/Tamanduás RS, da ONG Theris (http://www.theris.org.br/), vem compilando informações a respeito de ocorrência atual e pretérita de tamanduás no Rio Grande do Sul, com a avaliação da distribuição e ocorrência, registros por região geomorfológica, das principais ameaças e informações indiretas sobre comportamento reprodutivo desses animais. O banco de dados conta com informações de  instituições científicas, coleções, museus, zoológicos, clínicas veterinárias, centros de triagens, criadores conservacionistas, Polícia Ambiental, Ibama, reportagens publicadas, registros de colegas/pesquisadores, relatos da população e informações encaminhadas através de formulário eletrônico, disponibilizado no site do projeto.

Foto arquivo Simbiota - 06/08/2009

A principal causa de fatalidades com tamanduás registrada no projeto foram os atropelamentos (96 registros). O registro de atropelamentos evidenciou a concentração de mortes dos animais nas principais rodovias do Estado, especialmente na região nordeste. 


Pegada de tamanduá-mirim - Foto arquivo Simbiota junho/2009



Tem alguma foto legal de um tamanduá-mirim? Manda pra gente que publicamos no blog! 

Referências:


EISENBERG, J. F. & REDFORD, K. H. Mammals of the neotropics the central neotropics. Chicago, University of Chicago 
Press. Vol. 3. 1999, p 93-94. 
EMMONS, L. H. & FEER, F. Neotropical rainforest mammals: a Field Guide. Chicago: University of Chicago Press. 2ª ed. 1997.
IUCN 2012. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2012.1. . Downloaded on 10 September 2012.
NOWAK, R. M. Walker's Mammals of the World. v. 1. 6. ed. Baltimore and London: The Johns Hopkins University Press, 1999, 836 p.
OLIVEIRA E. V. & VILELLA F. S. Xenartros. In: FONTANA, C.S.; BENCKE, G.A. & REIS, R.E. Livro vermelho da fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul. EDIPUCRS, Porto Alegre. p. 487-492
SILVA, F. 1994. Mamíferos silvestres do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. 246 p.
FARIA-CORRÊA, M. A. & VILELLA, F.S.  Projeto tamanduás do Rio Grande do Sul: Distribuição atual e ameaças à conservação do tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) e tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) XENARTHRA: MYRMECOPHAGIDAE). Disponível em: http://www.theris.org.br/projetos/tamanduas/tamandua.htm
WETZEL, R. M. Systematics distribuition, ecology and concervation of South American Edentates. pp 345-375. 1982. In: Maris, M.A. & Genoways, H.H. Mammalian Biology in South America. Pittsburgh, special publication pymatuning laboratory of Ecology, University of Pittsburgh.

Pegadas adaptadas com base em:

Becker, M. & Dalponte, J.C. 2013. Rastros de mamíferos silvestres brasileiros: um guia de campo. 3ª ed. Technical Books: Rio de Janeiro, 166p.
Instituto Ambiental do Paraná, 2008. 70p.: 112 ilust. Manual de Rastros da Fauna Paranaense./Rodrigo F. Moro-Rios, José E. Silva-Pereira, Patrícia W. e Silva, Mauro de Moura-Britto e Dennis Nogarolli Marques Patrocínio, elaboração.
Manual de identificação, prevenção e controle de predação por carnívoros / Maria Renata Pereira Leite Pitman. [et al.]. Brasília: Edições IBAMA, 2002. 83 p.
http://inorganico.blogspot.com.br/2012/04/guias-de-pegadas-de-mamiferos.html
Identificando mamíferos da Floresta de transição Amazônia-Cerrado: Série Boas Práticas v.7. Responsável técnico: Oswaldo Carvalho Jr. 2012.

segunda-feira, 4 de março de 2013

No mês de março a pegada é de uma cutia (Dasyprocta sp)



Fotos de Mariana Faria Corrêa, Bonito, MS, 2005

A cutia é um roedor de médio porte da família Dasyproctidae, que vive em matas e capoeiras (Eisenberg e Redford, 1999), de ampla distribuição geográfica. Ocorre desde o centro-leste e sul do Brasil, Paraguai, até o nordeste da Argentina (Woods, 1993).
Atualmente, os principais fatores que levam as populações de cutias ao declínio no sul do Brasil, são a destruição e descaracterização de habitats, bem como a caça predatória (Christoff, 2004).
As cutias apresentam hábitos diurnos, cavando galerias nas margens dos rios, no chão da floresta e principalmente nas raízes das árvores. São terrestres, correndo com grande rapidez entre a vegetação. Cada buraco é ocupado por um único animal.




 


Tem alguma foto legal de uma cutia? Manda pra gente que publicamos no blog!



Referências:

CHRISTOFF, A.U. 2004. Roedores e Lagomorfos. In: FONTANA, C.S.; BENCKE, G.A. & REIS, R.E. Livro vermelho da fauna ameaçada de extinção no Rio Grnade do Sul. EDIPUCRS, Porto Alegre. p. 567-571 

EISENBERG, J.F. & REDFORD, K.H. 1999. Mammals of the neotropics, the central neotropics: Ecuador, Peru, Bolivia e Brasil. v. 3. University of Chicago Press, Chicago, USA, 609 p.
OLIVEIRA, S.V. 2009. Albinismo parcial em cutia (Dasyprocta azarae Lichtenstein, 1823) (Rodentia, Dasyproctidae), no sul do Brasil. Biotemas, 22 (4): 243-246.
Woods CA 1993. Suborder Hystricognathi. In DE Wilson, DM Reeder, Mammal Species of the World. A Taxonomic and Geographic Reference, 2nd ed., Smithsonian Institution Press, Washington, p. 771-806.

Pegadas adaptadas com base em:

Becker, M. & Dalponte, J.C. 2013. Rastros de mamíferos silvestres brasileiros: um guia de campo. 3ª ed. Technical Books: Rio de Janeiro, 166p.
Instituto Ambiental do Paraná, 2008. 70p.: 112 ilust. Manual de Rastros da Fauna Paranaense./Rodrigo F. Moro-Rios, José E. Silva-Pereira, Patrícia W. e Silva, Mauro de Moura-Britto e Dennis Nogarolli Marques Patrocínio, elaboração.
Manual de identificação, prevenção e controle de predação por carnívoros / Maria Renata Pereira Leite Pitman. [et al.]. Brasília: Edições IBAMA, 2002. 83 p.
http://inorganico.blogspot.com.br/2012/04/guias-de-pegadas-de-mamiferos.html
Identificando mamíferos da Floresta de transição Amazônia-Cerrado: Série Boas Práticas v.7. Responsável técnico: Oswaldo Carvalho Jr. 2012.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

SIMBIOTA participa do XX Encontro Brasileiro de Ictiologia


A empresa SIMBIOTA Consultoria Ambiental esteve presente no XX Encontro Brasileiro de Ictiologia que ocorreu de 27 de janeiro a 01 de fevereiro em Maringá, PR. De acordo com a organizadora do evento, Dra. Carla Pavanelli, participaram do evento cerca de 1.200 pessoas, incluindo palestrantes de diversos países.

Durante o encontro foram discutidos diversos assuntos de interesse da comunidade ictióloga. Temas como sistemática e biogeografia, genética, ecologia e biologia, hidrelétricas, peixes marinhos, pesca marinha e interior, introdução de espécies, peixes ornamentais, ictioplâncton, ictioparasitologia, isótopos estáveis e interações peixes-hábitats, dentre outros, foram abordados durante o evento.

Durante o evento, a SIMBIOTA participou de diferentes atividades, entre as quais mini cursos, workshops, mesas-redondas, simpósios, apresentações orais e de painéis, incluindo a apresentação de três painéis com trabalhos realizados pela empresa.

O próximo Encontro será realizado em 2015 no Recife.



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Biblioteca

A Simbiota agora conta com um sistema online para o controle de seu acervo literário particular. No site é possível consultar os títulos disponíveis. Usuários cadastrados podem consultar e fazer reservas.

Livros e artigos são emprestados somente para usuários cadastrados. A retirada e entrega dos livros e periódicos deve ser feita na sede da Simbiota.

A partir de hoje, o perfil da Simbiota no Facebook irá informar atualizações do acervo online diretamente do site.

A lista de Artigos e Separatas ainda está sendo atualizada. Interessados podem fazer contato via e-mail.

Link do Acervo

Em janeiro a pegada é de um furão (Galictis cuja)



Foto de Leonardo Machado, Jaguarão, RS, 2009


O furão é o menor representante da família Mustelidae no Brasil, sendo encontrado em margens de florestas, capoeiras ou vegetação arbustiva, normalmente nas beiras de banhados ou rios, sendo sua distribuição geográfica restrita a América do Sul. Este animal concentra suas atividades durante as primeiras horas do dia e ocasionalmente prolonga para o período matutino e crepuscular. Sua alimentação é principalmente carnívora, predando principalmente répteis, pequenas aves e pequenos mamíferos (Silveira, 1999).
A pelagem é bastante característica com a face, região da garganta e os membros negros e o dorso acinzentado. O limite entre as duas colorações é delineado por uma faixa branca que se estende da cabeça até a lateral do pescoço. Têm o corpo bastante alongado com pernas curtas. São animais extremamente ágeis e rápidos, com grande capacidade para escalar e nadar (Yensen & Tarifa, 2003). Os furões locomovem-se normalmente pelo solo, mas também são bons trepadores e nadadores (Walker, 1975). Classificado na categoria "pouco preocupante" pela IUCN, devido à sua ampla distribuição, parece resistente aos impactos da fragmentação florestal (Michalski & Peres 2005). Entretanto, poucos estudos reportam densidades populacionais e são raros em toda a sua distribuição.

Tem alguma foto legal de um furão? Manda pra gente que publicamos no blog! 


Pegadas adaptadas com base em: 

Becker, M. & Dalponte, J.C. 2013. Rastros de mamíferos silvestres brasileiros: um guia de campo. 3ª ed. Technical Books: Rio de Janeiro, 166p.

Instituto Ambiental do Paraná, 2008. 70p.: 112 ilust. Manual de Rastros da Fauna Paranaense./Rodrigo F. Moro-Rios, José E. Silva-Pereira, Patrícia W. e Silva, Mauro de Moura-Britto e Dennis Nogarolli Marques Patrocínio, elaboração.

Manual de identificação, prevenção e controle de predação por carnívoros / Maria Renata Pereira Leite Pitman. [et al.]. Brasília: Edições IBAMA, 2002. 83 p.


Identificando mamíferos da Floresta de transição Amazônia-Cerrado: Série Boas Práticas v.7. Responsável técnico: Oswaldo Carvalho Jr. 2012.

Fotos do acervo de SIMBIOTA Consultoria Ambiental.

Ano novo, calendário novo!


A Simbiota já está com os novos calendários 2013.

Esse ano construímos um dado de 12 faces e usamos o tema "pegadas de mamíferos".

A arte foi elaborada por Surto Criativo. As pegadas foram adaptadas das fontes abaixo.

convidando você a descobrir, mês a mês, de quem é a pegada, publicada aqui no blog e no facebook.

Para montar o calendário basta seguir as instruções.

Feliz ano novo para tod@s.

Equipe Simbiota.




Pegadas adaptadas com base em: 

Becker, M. & Dalponte, J.C. 2013. Rastros de mamíferos silvestres brasileiros: um guia de campo. 3ª ed. Technical Books: Rio de Janeiro, 166p.

Instituto Ambiental do Paraná, 2008. 70p.: 112 ilust. Manual de Rastros da Fauna Paranaense./Rodrigo F. Moro-Rios, José E. Silva-Pereira, Patrícia W. e Silva, Mauro de Moura-Britto e Dennis Nogarolli Marques Patrocínio, elaboração.

Manual de identificação, prevenção e controle de predação por carnívoros / Maria Renata Pereira Leite Pitman... [et al.]. Brasília: Edições IBAMA, 2002. 83 p.


Identificando mamíferos da Floresta de transição Amazônia-Cerrado: Série Boas Práticas v.7. Responsável técnico: Oswaldo Carvalho Jr. 2012.

Fotos do acervo de SIMBIOTA Consultoria Ambiental.