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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

SIMBIOTA firma parceria com a portuguesa ECOSATIVA

Por Ecosativa:

A Ecosativa - Consultadoria Ambiental, Lda. e a Simbiota Consultoria Ambiental formalizaram esta semana uma parceria com vista ao estabelecimento de uma estratégia de expansão no mercado brasileiro de consultoria ambiental de projetos de energias renováveis.



Esta parceria assenta no intercâmbio de conhecimento técnico e científico e no desenvolvimento conjunto de projetos de investigação e inovação, através da criação de protocolos metodológicos, promoção de eventos de divulgação científica/workshops técnicos e realização de visitas para formação e fortalecimento do vínculo entre as empresas.

A formalização desta parceria constitui o culminar de uma colaboração entre ambas as empresas que se iniciou em 2008 com o desenvolvimento paralelo, em Portugal e no Brasil, da metodologia de uso de cães-treinados (biocães) para determinação de impactes diretos em Parques Eólicos, Linhas de Transporte de Energia e Estradas, da qual ambas as empresas foram pioneiras e são líderes nos respectivos países de origem.

Para a assinatura da presente parceria recebemos a visita de Mariana Faria-Corrêa, bióloga e gerente da SIMBIOTA, tendo sido realizadas diversas reuniões técnicas e visitas ao terreno para acompanhamento dos projetos em curso.




#ecosativa #simbiota #cãestreinados #biocães #consultoriaambiental #parceriaecosativasimbiota

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ibama autoriza a operação do parque eólico mais meridional do Brasil

Simbiota iniciou o monitoramento do meio biótico e carcaças utilizando os biocães da Faro Simbiota .


Porto Alegre (03/12/2014) – O presidente do Ibama, Volney Zanardi Júnior, assinou na segunda-feira (01) a licença de operação do Parque Eólico Minuano, localizado nos municípios de Santa Vitória do Palmar e Chuí, no Rio Grande do Sul.

A unidade conta com 23 aerogeradores, compostos por torres de 78 m de altura e rotor com 97 m de diâmetro, com capacidade de geração de 46 megawatts (MW). Trata-se do parque eólico mais meridional do Brasil, contando com aerogerador localizado a apenas 650 m do extremo sul do país, junto ao Uruguai.

O parque integra o Complexo Eólico Campos Neutrais, da Eletrosul, considerado o maior da América Latina, composto por diversos parques licenciados pelo órgão estadual de meio ambiente (FEPAM), com potência total instalada de 583 MW, suficiente para atender ao consumo de 3,3 milhões de habitantes.

Previamente à implantação do empreendimento, foi executado amplo diagnóstico ambiental, o qual embasou os programas de controle e monitoramento executados durante sua instalação. Por estar inserido em área que conta com espécies ameaçadas de anfíbios e peixes anuais, ações específicas de proteção para estes grupos foram adotadas, incluindo marcação e translocação de indivíduos e alteração da disposição de aerogeradores e acessos internos. Foi preservada a dinâmica hídrica da área, essencial para a manutenção do ecossistema local, sendo que toda a rede de energia interna ao parque, que o liga à subestação, é subterrânea, com cerca de 20 km de extensão.

O transporte do material destinado à construção dos acessos e das grandes estruturas que compõem as torres também não foi esquecido, inclusive, pelo fato de que o único acesso à área atravessa a Estação Ecológica do Taim. Em acordo com aquela unidade de conservação, foram doadas pelo empreendedor câmeras fotográficas, que possibilitarão a avaliação da efetividade das passagens de fauna já existentes sob a BR-471/RS, para avaliação dos atropelamentos no trecho antes e durante a instalação do parque.

Durante a operação do parque eólico, os programas ambientais propiciarão o monitoramento dos impactos às aves e aos morcegos, que incluirá o uso de cães farejadores especialmente treinados para localizar carcaças de animais que venham a colidir com as estruturas.

O licenciamento foi conduzido pelo Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ibama no Rio Grande do Sul, referência para a tipologia, orientado pela Coordenação de Energia Elétrica Nuclear e Dutos, da Diretoria de Licenciamento Ambiental.

Texto: Ibama/RS

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

FARO SIMBIOTA - você já viu um BIOCÃO em ação?

Foi inaugurada ontem a nova página da FARO Simbiota.

Treinando BIOCÃES desde fevereiro de 2009 e atuando em campo com monitoramento de carcaças em Parques Eólicos no sul do Brasil desde outubro de 2010, a FARO SIMBIOTA é uma iniciativa inédita no Brasil e tem como objetivo treinar BIOCÃES cuidadosamente selecionados para auxiliar atividades técnicas e científicas, aumentando ou mesmo possibilitando o sucesso de estudos ecológicos e o manejo de espécies nativas, bem como serviços ambientais especializados.

Em parceria inédita, a SIMBIOTA e a CÃO SENTINELA, aliaram competência e experiência e treinam para programas de pesquisa e conservação cães da mais alta linhagem de trabalho.

Visite nossa página e conheça o trabalho desses extraordinários animais e seus condutores.

Muitas novidades em breve tambem no BLOG da FARO Simbiota.

Thor (Labrador) - Biocão farejador de carcaças e morcegos pioneiro da FARO Simbiota

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Consultoria ambiental: o que vem em mente?

Por Fernanda Corrêa - estudante de Jornalismo - PUC/RS

Se você é leigo no assunto, provavelmente deve pensar que serve para cortar árvores em terrenos recentemente comprados ou algo que você nunca vai precisar, visto que não trabalha na área de ecologia, certo? Pois errado. O caso das árvores também existe e requer menos esforço por parte da consultoria ambiental. Porém, o trabalho destas vai bem além do que aparenta.
A Simbiota é uma empresa que presta serviços relacionados ao meio ambiente à empreendedores em todo Brasil. O nome vem do significado da palavra Simbiose no dicionário. Do grego symbíosis, significa “uma relação de trabalho com benefício mútuo para os envolvidos” – o que já diz muito sobre o papel da Simbiota e de uma consultoria ambiental.
Mariana Faria-Corrêa, bióloga e proprietária da empresa, explica que todo empreendimento de qualquer porte precisa se submeter aos trâmites do licenciamento ambiental para poder iniciar sua operação, ou não. Sendo assim, todos esses empreendimentos precisam de profissionais e empresas qualificadas para atendê-los. Daí se faz a necessidade dos serviços da Simbiota. Quaisquer atividades que gerem potencialmente alguma alteração no meio precisam avaliação de profissionais da área ambiental. No caso do meio biótico (fauna e flora) biólogos são responsáveis por esse trabalho, identificando as espécies ocorrentes na região, os principais impactos a serem gerados por empreendimentos específicos e formas de mitigação. Em muitos casos há o monitoramento das comunidades de fauna e flora desde antes da instalação do empreendimento, até alguns anos após o início da operação. “Licenciar é algo longo, que acontece em várias etapas. Antes do empreendimento - na aprovação da atividade e da localização; depois, na aprovação do projeto, na instalação, na operação e no monitoramento ao longo dos anos... Quanto maior o porte do empreendimento, maior o envolvimento que temos” explica Mariana. Ações específicas e projetos também são propostos, sempre objetivando minimizar os danos e reconhecer os principais impactos.
A Simbiota trabalha especialmente com licenciamento de empreendimentos energéticos, como hidrelétricas de todos os portes, parques eólicos, termoelétricas e também mineração, parcelamento de solo, laudos de fauna e flora e todos os demais tipos de licenciamento ambiental relacionados ao meio biótico. “Temos muitos clientes, desde estatais como a Eletrosul, a empreendedores particulares, como Fortuny energia brasil, Ijuí energia, Monjolinho energética, etc”.
Atualmente a empresa se dedica ao monitoramento de fauna e flora para parques eólicos, transposição de peixes e o monitoramento de carcaças utilizando cães treinados. Esse último estudo é pioneiro no Brasil e muito útil em estudos de mortalidade de aves e morcegos em parques eólicos e linhas de transmissão.
Quando questionada sobre o meio ambiente ser um assunto da “moda”, a bióloga retruca: “É um assunto cada vez mais falado, mas não é novidade. Para nós não faz diferença, já que nosso trabalho se baseia sempre na legislação vigente e documentação oficial”.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Simbiota realiza trabalho pioneiro no Brasil com cães farejadores

Por Rozana Ellwanger



Há muito tempo o faro apurado dos cães tem sido usado pelo ser humano para os mais diversos fins, como em caçadas ou para facilitar o trabalho da polícia. A novidade, trazida ao Brasil pela Simbiota, é a utilização de cachorros treinados para dar mais precisão às suas atividades, na localização de carcaças de aves e morcegos em parques eólicos.

De acordo com a bióloga Mariana Faria-Corrêa, responsável técnica pelo trabalho, a Simbiota inspirou-se nas atividades realizadas por duas empresas portuguesas. “A finalidade do trabalho é localizar os animais mortos em virtude de um empreendimento, como linhas de transmissão ou aerogeradores em parques eólicos, monitorando antes da instalação dessas e depois, avaliando a real contribuição dessas estruturas para essas mortes”, explica a bióloga.

A empresa conta com dois cachorros da raça labrador, escolhida por ser obediente e ter ótimo faro, além de gostarem de trabalhar. O princípio é o mesmo utilizado com cães treinados pela polícia: os farejadores da Simbiota trabalham em dupla com um condutor também treinado para a localização de carcaças. Assim, o trabalho de técnico e cão se complementam.

No momento, a Simbiota conta com um labrador em plena atividade e outro ainda em treinamento. Eles são utilizados no trabalho em dois parques eólicos no Estado e a intenção é ampliar o número de cães conforme surjam novos empreendimentos eólicos ou linhas de transmissão. O treinamento é realizado por técnico/adestrador da empresa, além de contar outros adestradores profissionais.

Na Simbiota os animais são considerados parte da equipe de funcionários. Por isso, os farejadores têm acompanhamento veterinário periódico, recebem vacinas extras, alimentação especial e têm atividades dirigidas.

MAIOR PRECISÃO

Conforme levantamento feito por empresas estrangeiras que utilizam cães farejadores neste tipo de trabalho, o uso dos animais aumenta em muito a precisão do trabalho em campo. Os técnicos tendem a encontrar 10% das carcaças, enquanto no trabalho com cães esta porcentagem sobe para 95%. Os animais mostram-se mais eficientes do que o ser humano especialmente na localização de carcaças mais distantes dos aerogeradores.

A maior precisão no trabalho realizado com cães pode ser atribuída ao maior diâmetro interno do nariz canino, local onde ficam as células sensoriais olfativas. Estimativas apontam que os cachorros teriam mais de 220 milhões de células olfativas, enquanto nos humanos encontra-se apenas cerca de 5 milhões. Por isso, a sensibilidade olfativa dos cães é de 100 mil a 100 milhões de vezes maior que a do ser humano para algumas substâncias.

Na localização de animais os cães utilizam o olfato, enquanto os humanos utilizam-se basicamente da visão. Isso também contribui para a maior eficiência com o uso dos farejadores, pois dependendo das condições do terreno não é possível visualizar as carcaças. “Sendo assim, a união entre um cão bem treinado para a tarefa e um condutor experiente só vem a aperfeiçoar esse tipo de trabalho e a torná-lo mais eficaz”, resume Mariana.

Nos testes de eficiência realizados pela Simbiota, a dupla cão – condutor encontrou 100% das carcaças escondidas. Esta avaliação é feita periodicamente para verificar a eficiência do treinamento.

TREINAMENTO

O primeiro cão treinado pela Simbiota foi Thor, um macho da raça labrador retriever, hoje com dois anos. Filho do antigo cão farejador do Grupamento de Busca e Salvamento, da Brigada Militar e Corpo de Bombeiros de Porto Alegre, Thor começou a ser treinado para obediência já aos quatro meses de idade. Aos oito meses o animal foi adquirido pela Simbiota, que imediatamente iniciou o treinamento para farejar carcaças de aves e morcegos.

Para o treinamento, a empresa segue métodos consagrados, conforme orientações de treinadores e adestradores. Desde o início, as atividades são realizadas sempre pelo condutor/adestrador que atuará em campo com o animal, a fim de formar um forte laço entre ambos. O treinamento inclui pelo menos duas atividades por dia, como condicionamento físico, obediência, faro e simulações de campo, além de treinamentos em campo, de 24 horas, pelo menos uma vez por mês. No resto do tempo, eles ficam na Simbiota ou no canil, localizado no sítio de um dos técnicos.

Além de Thor, a Simbiota conta com a labradora Tara. Aos seis meses de idade, a cadela já está em treinamento, tendo inclusive acompanhado algumas saídas de campo. “O vínculo entre técnico e cão foi criado desde pequenos. Os cães respeitam os tratadores e esperam ansiosos a hora do treinamento, que é uma brincadeira pra eles”, explica Mariana.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Eletrosul vai construir o parque eólico mais barato do Brasil

O relevo rochoso do município gaúcho de Santana do Livramento, localizado perto da divisa com o Uruguai, a abundância e constância dos ventos e um pré-contrato vantajoso fechado com a Wobben, fabricante brasileira de aerogeradores, permitiu à Eletrosul dar o lance mais agressivo no leilão de energia eólica realizado nesta segunda-feira (14/12), em São Paulo. No certame, que contratou 1805MW, a estatal ofereceu R$131 por MWh e garantiu o direito de construir três módulos do parque eólico de Coxilha Negra, que totalizam juntos 90MW de capacidade. Com esse bid, a usina, se efetivamente construída, se tornará a eólica mais barata em operação no Brasil. Para se ter ideia, as plantas que foram erguidas no âmbito do Proinfa, por exemplo, estão operando atualmente a custos de R$270 por MWh. O preço médio das usinas licitadas no primeiro leilão eólico ficou na casa dos R$148. A usina de Coxilha Negra vai custar R$350 milhões e terá 45 máquinas de 2MW cada. O fator de capacidade do empreendimento é de 36%. O objetivo da companhia é antecipar em quatro meses a entrada em operação do complexo, que de acordo com o edital do leilão precisa começar a funcionar em julho de 2012. O baixo preço ofertado levantou dúvidas no mercado. Fabricantes ouvidos pela reportagem chegaram a dizer que os técnicos da Eletrosul erraram na conta. O Instituto Acende Brasil, em nota à imprensa, também questionou a viabilidade deste projeto. O presidente da subsidiária da Eletrobrás, Eurides Mescolotto, informou à reportagem do Jornal da Energia que a empresa está trabalhando para alocar os outros quatro módulos do parque vencedor no próximo leilão de energia nova que será promovido pelo governo. Com isso, a usina chegaria a 210MW de potência. O projeto da eólica de Coxilha Negra, segundo Mescolotto, é tão competitivo que a Eletrosul seria capaz de dar um lance muito menor que aquele ofertado. “Na rodada discriminatória, elevamos um pouco o valor, porque analisamos o último lance da rodada uniforme, que estava em R$155”, explicou. Eurides Mecolotto diz que o que permitiu o arrojado lance foi um “pré-contrato muito bem feito” com a fornecedora dos equipamentos. A outra vantagem competitiva que a empresa teve está relacionada com os custos das obras civis. Como a região é muito rochosa, as torres serão colocadas em cimas das rochas, o que vai reduzir os custos com a fundação das terras. “Além disso, aquela região tem uma constância de ventos espetacular, diferente de algumas regiões do Nordeste que em algumas épocas do ano não venta. Estamos estudando o local há quatro anos”, resumiu.

Fonte: Jornal da Energia

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Parque Eólico tem licença do Ibama para iniciar obras no Sul

Brasília (07/10/2009) – O Ibama emitiu Licença de Instalação para o início das obras do Parque Eólico Jaguarão, com capacidade de 50,15 MW, em município de mesmo nome, no estado do Rio Grande do Sul.
Por estar localizado em área de fronteira na divisa do Brasil com o Uruguai, coube ao Ibama o Licenciamento, que foi conduzido pelo Núcleo do Rio Grande do Sul.
O analistas do Ibama estabeleceram a poligonal do Parque Eólico o mais distante possível do Rio Jaguarão por ser uma área importante de movimentação de aves. O monitoramento será rigoroso para toda avifauna e os morcegos e vai se estender após a Licença de Operação.
A Licença será válida por três anos, desde que sejam cumpridas as 21 condicionantes estabelecidas no processo.

Fonte: Ibama

O monitoramento ambiental foi realizado pela empresa Simbiota Consultoria Ambiental

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bons Ventos emite nota sobre o texto “MPF e MPE pedem fim de obra de eólica no Ceará”

Texto enviado pela assessoria de imprensa da Bons ventos:

Nesta sexta-feira, dia 02, a Bons Ventos Geradora de Energia SA apresentou suas contra-argumentações aos questionamentos levantados pelos Ministérios Público Estadual e Federal em relação à implantação dos parques eólicos Bons Ventos, Canoa Quebrada e Enacel, no município de Aracati. A empresa esclarece que as obras não estão embargadas e que possui todos os licenciamentos para a execução do empreendimento, concedidos pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente Ceará (SEMACE), órgão ambiental competente, e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Para a Bons Ventos, não há nenhum fato novo que justifique a ação. Todos os argumentos apresentados pelos Ministérios Público, em especial no que se refere ao licenciamento e a construção do empreendimento em área de preservação permanente, já foram discutidos exaustivamente na esfera judicial em outras ações. As decisões da Justiça Estadual e Federal têm entendido pela legalidade do licenciamento realizado pela Semace.

Por ser um empreendimento energético de baixo impacto ambiental, um parque eólico é licenciado através do Relatório Ambiental Simplificado (RAS), de acordo com determinação da Resolução N° 279/01 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), órgão responsável por definir normas de licenciamento ambiental. Além disso, é um empreendimento que pode ser construído em área de preservação permanente (APP), conforme a resolução Conama 369/06 que considera, ainda, a geração de energia elétrica uma atividade de utilidade pública e interesse social. O projeto do Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro do Estado do Ceará também permite a implantação dos parques eólicos em áreas de dunas.

As usinas eólicas ocupam apenas 3% da área total onde estão sendo implantadas. Durante o licenciamento, a empresa Bons Ventos elaborou um estudo ambiental, o qual conta com a descrição do projeto, o diagnóstico ambiental da região trabalhada, o prognóstico dos impactos ambientais e sociais, a caracterização ambiental futura da área de influência, além das medidas compensatórias. O estudo ambiental elaborado pela empresa durante o processo de licenciamento e apresentado à Semace não indicou qualquer possibilidade de danos aos aqüíferos do município de Aracati.

Num claro sinal do comprometimento com a preservação da memória cearense, a Bons Ventos procurou, de forma pró-ativa, investir na contração de arqueólogos que, sob supervisão do IPHAN, realizaram o trabalho de diagnóstico, prospecção e regaste de sítios arqueológicos da região, prevenindo danos ao patrimônio arqueológico. As pesquisas possibilitaram a escavação de 65 sítios arqueológicos e descoberta de mais de 40.000 artefatos, os quais se encontram hoje no Laboratório Câmara Cascudo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte para análise. As mostras também serão analisadas pelo laboratório Beta Analytic (EUA).

Após a finalização da pesquisa, as peças arqueológicas retornarão ao Ceará e serão abrigadas por uma instituição a ser definida pelo IPHAN/Ceará. O estudo será divulgado em dois livros: "Arqueologia do Ceará" (Annablume) e "Aracati pré-histórico" (Hedra), que serão distribuídos para escolas, bibliotecas públicas, órgãos públicos e universidades do Ceará. O conhecimento também será compartilhado com as comunidades locais através de palestras e de uma cartilha, contribuindo para a preservação do patrimônio cultural.

Entenda o caso:
- Em junho de 2008, a Bons Ventos foi surpreendida com a ação cautelar N°2008.0018.4618-0 proposta pelo MPE contra a empresa e outros empreendedores, questionando o licenciamento ambiental realizado pela Semace através do RAS. O juízo da 2ª Vara da Comarca de Aracati/CE indeferiu a liminar, entendendo pela regularidade do licenciamento ambiental dos parques eólicos.
- Em setembro de 2008, o MPE propôs uma Ação Civil Pública, n° 2008.0029.4266-2, com base nos argumentos da ação cautelar anterior, solicitando a realização do EIA-Rima. A 2ª Vara da Comarca de Aracati/CE negou integralmente a tutela antecipada requerida pelo MPE, entendendo pela regularidade do projeto e pelo prosseguimento das obras de implantação dos parques eólicos.
- Em outubro de 2008, o IBAMA, de maneira arbitrária, embargou administrativamente a obra. A Bons Ventos interpôs um mandado de segurança na 15ª Vara Federal da Subseção de Limoeiro do Norte/CE. O Juízo declarou a ilegalidade do Termo de Embargo e tornou nulo o ato. O IBAMA recorreu, então, ao Tribunal Regional Federal da 5a Região, que por unanimidade, negou integralmente o recurso, mantendo a decisão de primeira instância.
- Em setembro de 2009, o MPE e o MPF entram com nova ação civil pública contra a Bons Ventos. A ação repete os questionamentos anteriores já analisados pela Justiça.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Fortuny recebe LI para Parque Eólico de Santana do Livramento

O secretário do Meio Ambiente, Berfran Rosado, entregou ao presidente do grupo Fortuny, Antônio Badra, nesta segunda-feira (28), em Santana do Livramento, a licença de instalação (LI) emitida pela Fepam para futura implementação de um parque eólico no município. Berfran representou a governadora Yeda Crusius, cuja atuação foi elogiada e considerada decisiva para a realização de leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), previsto para o final de novembro e que definirá o potencial gerador do empreendimento. "É um sonho para a nossa região, para Livramento. Parabéns, Badra, por investir na sua terra, acreditando na sua potencialidade", disse o secretário.
Badra disse que a licença é um marco para a região, transformando Santana do Livramento em "cidade-símbolo do Mercosul". "É uma energia limpa, com utilização crescente. Num momento em que existe esgotamento das fontes de energia, é importante lançarmos mão de alternativas", disse. O prefeito Wainer Machado também desacou a atuação da governadora, ressaltando o potencial de desenvolvimento para a região.
Atualmente, o Estado conta o Parque Eólico de Osório e capacita-se para ter mais de 30 projetos habilitados a concorrer ao leilão. Pelo projeto do grupo Fortuny, previsto para ser instalado na localidade de Cerros Verdes, a potência deve chegar a 149,60 megawatts (MW). Se sair vencedora, responsabilizando-se por determinada fração de geração, e por já possuir a LI, a empresa poderá iniciar as obras de construção do parque, obedecendo às condicionantes e restrições ambientais previstas no licenciamento.
O grupo Fortuny Energia do Brasil tem ainda em análise na Fepam processos para licença prévia (LP) aos parques eólicos em Santa Vitória do Palmar, Piratini, Cassino, Quaraí. O PE de Jaguarão está sendo analisado pelo IBAMA.
A Fepam iniciou a concessão das licenças aos mais de 30 projetos habilitados ao leilão para concluir a análise até o final de outubro e permitir, assim, a participação das empresas. Abundante fonte de energia renovável, a utilização de energia eólica (a partir dos ventos) para geração de eletricidade apresenta benefícios ambientais e tecnológicos.
O trabalho de monitoramento ambiental está sendo realizado pela equipe da Simbiota Consultoria Ambiental.